Diferente
e único. Mostrando-se um recém-nascido pleno de sabedoria. Um idoso de
contornos delicados, suavemente amando coisinhas pequeninas e
desfrutando de um esquecimento sem ressentimentos ou perdas. E sozinho
nisso tudo. Também os outros dele se esquecem. Do velho sábio que já
foi. Do pai amigo que se tornou. Do amante, do marido, do namorado, do
homem. Sua diferença é notada apenas quando escandaliza. Quando assusta.
Depois passa. Tudo passa. Mulher, amada, filho, pai, avô, universidade,
e mesmo a última pessoa amada – uma babá.
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